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Polícia Civil prende quadrilha suspeita de atacar bancos no Maciço de Baturité


A Polícia Civil do Ceará, através de sua Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), desarticulou nesta quarta-feira (22) parte de uma quadrilha apontada como responsável por vários ataques a bancos na região do Maciço de Baturité. Entre o arsenal do bando havia um fuzil modelo AK-47, arma de fabricação russa e muito utilizada por grupos terroristas. Pelo menos, quatro pessoas foram capturadas e outras ainda são procuradas.

De acordo como o titular da DRF, delegado Raphael Vilarinho, o grupo  assaltou várias agências naquela região e já planejava o próximo ataque, cujo alvo seria a agência do Banco do Brasil da cidade de Mulungu (a 104Km de Fortaleza).

Na entrada daquela cidade, foram capturados em um Fiat Vivace os suspeitos identificados como Francisco Jonathan Vasconcelos de Lima, 29 anos, conhecido por “Palhaço”; Josenildo Marques Palhano, 28, vulgo “Sal”; e Francisco Adriano Cordeiro Vieira, 40 anos, o “Abelardo”.  Eles portavam uma pistola de calibre 9 milímetros, além de muita munição. Depois disso, a Polícia descobriu onde estariam outras armas e veículos do bando.

Resposta

As diligências foram parar no Parque Santa Filomena, na Grande Messejana,  zona Sul de Fortaleza, onde, numa residência daquela comunidade foi detida Nayane Carneiro de Lima, 26 anos. Com ela, foram encontrados o fuzil, munição para diversas armas, além de drogas (cocaína) e mais dois  veículos, entre eles, um caminhonete Hilux que pode ter sido usada na fuga após os ataques aos bancos.

Para Raphael Vilarinho, esta foi uma resposta contundente da Polícia Civil do Ceará aos ataques contínuos que aconteciam em bancos de  Municípios de pequeno porte da região do Maciço de Baturité e do Vale do Acarape.  Cidades como Capistrano, Itapiúna, Acarape, Redenção, Palmácia, Aracoiaba e outras, acabaram sendo invadidas por ladrões de banco nos últimos dois anos.  Os delinqüentes agiam sempre no estilo do “novo cangaço”, atirando contra os destacamentos da PM, explodindo as agências  e incendiado carros nas estradas.

Por FERNANDO RIBEIRO