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Portugal, sem CR7, vence França na prorrogação e fatura Eurocopa


Em atuação heroica, Portugal superou a lesão de seu maior astro, Cristiano Ronaldo, segurou o ímpeto ofensivo da França e encontrou um gol na prorrogação para vencer por 1 a 0 a seleção anfitriã, conquistando pela primeira vez em sua história a Eurocopa, ontem, no Stade de France.
CR7, que sofreu lesão no joelho esquerdo após pancada de Payet nos primeiro minutos da partida e foi substituído aos prantos aos 25 — depois de dois atendimentos médicos —, teve que se contentar em apoiar seus companheiros do banco de reservas.
No fim, o astro do Real Madrid voltou a chorar, desta vez de alegria, com o gol de Éder, atacante do Lille que entrou no fim do tempo regulamentar e marcou o gol do título histórico de Portugal aos 4 minutos do segundo tempo da prorrogação. “Desde o início da competição, tentei ajudar a equipe à minha maneira, com minha liderança”, afirmou Cristiano Ronaldo, que durante toda a prorrogação ficou mancando e saltitando na beira o gramado, orientando os companheiros como se fosse um auxiliar técnico.
Não faltavam motivos para Portugal dar tudo de si em campo. Os lusos, derrotados em 2004 na final de sua própria Eurocopa pela Grécia (1 a 0), buscavam em Paris seu primeiro título internacional. Missão cumprida, justamente na casa do adversário.
Para a favorita França, a pressão era bem maior e acabou sendo pesada demais. Jogando em casa contra um grande freguês e contando com uma ótima geração, os Bleus carregavam nas costas as glórias do passado, já que nas três vezes em que tinham chegado à final de Euro (1984 e 2000) e Mundial (1998), ficaram com o título.
Mas o time pecou na falta de pontaria e parou na grande atuação de Rui Patrício, autor de defesas espetaculares e dono de sorte no lanche em que o chute de Gignac mandou bola na trave.